Hoje, sábado a tarde, depois de muita luta, vesti uma calça de aeróbica, um topper, um tênis e claro, uma blusa. Depois de vencer a resistência de toda a minha preguiça, peguei meu celular (que agora também toca música, hehehe), fiz um alongamento e enfim, fui fazer a caminhada que há algumas semanas já era pretendida... Lá fui eu.
No começo da caminhada eu quase sempre penso que será uma "longa caminhada", porém tenho sempre tanta esperança em relação as caminhadas, e quando ouvi as vozes tão sincronizadas de Simon e Garfunkel, vi a vida tão calma, tão linda, tudo era tão perfeito e sincronizado, a vida fazia sentido e era perfeita... até q passou um carro barulhento, depois me aproximei (não por vontade, mas por destino do caminho) de uma casa com um som gritando coisas obscenas... Talvez tudo isso faça parte da "perfeição" ne?!
E segui pensando... Fui percebendo o quanto gosto de caminhar, sinto-me útil, viva, sinto que posso mudar o mundo, que posso me "recuperar"... hehehe (eu sempre percebo tudo isso)
Corri um pouco, e durante a corrida, achei que os que me olhavam viam minhas bochechas pularem, que coisa estranha é correr e sentir elas subindo e descendo de acordo com meus passos. Fiquei vários minutos tentando recuperar todo o ar que eu tinha perdido durante a corrida de um minuto, será q foi tudo isso?! Só sei que perdi mais ou menos uns três dias de vida nesse minuto. E quando estava tentando me recuperar ainda, atravessando a ponte para o outro lado do rio (isso tem muita lógica), vi talvez o amor da minha vida... Ele estava todo de branco, short, camiseta, tênis e meia (que tinha um detalhe em outra cor). Ele estava com uma das pernas sobre o parapeito da ponte (se alongando), estava com a cabeça baixa e por alguns instantes tentou ver quem se aproximava (era eu... hehehe) e nesse instante, eu vi sua boca, sabe que cor era?! Era cor de amora...
"... vou pintar a minha boca, do vermelho da amora, que nasce lá no quintal, da casa onde você mora."
Passei por ele e olhei para trás, mas ele não olhou pra frente, só o vi cuspindo. Não fiquei com nojo, achei até charmoso aquele cuspe... hehehe Não ficou feio nele e olha que eu nem vi o seu rosto. Depois disso, fiquei pensando em escrever sobre a caminhada, achei interessante a caminhada, sempre acho, penso tanta coisa interessante, vejo tantas vidas... vejo tanta gente, como é bom observar as pessoas, às vezes saber que elas também nos observam...
E mais uma vez pensei:
"_ O amor da minha vida bem que podia vir correndo atrás de mim..." (sorriso) hehehe
Ele não correu atrás de mim e nem eu me dei ao luxo de olhar para trás e ver se ele estava vindo.
Talvez ele fosse o "amor da minha vida", de uma outra vida. Dessa já passou.
Trilha sonora da caminhada:
* Simon & Garfunkel (não lembro a música, mas acho que foi Wednesday Morning, 3 A.M.);
* Vanessa da Mata (Amado);
* Marisa Monte (Pétalas Esquecidas);
* Maria Rita (Novo Amor);
* Los Hermanos (Último Romance, O Velho e o Moço);
* Rita Lee (Michelle [Beatles]);
* Beirut (A Sunday Smile, e talvez mais uma que não me lembro no momento);
* Jason Mraz (I'm Yours);
* The Libertines (Music When The Lights Go Out);
* Beatles (Blue Jay Way); (essa última aqui um tanto quanto inquietante).
Ps.: Talves tenha tido uma ou outra que eu tenha esquecido.
Ps¹.: As músicas sempre me fazem pensar um monte de coisas, lembrar e esquecer.
Ps².: Foi bom ouvir "O Velho e o Moço".
Ps³.: Espero em breve fazer outras caminhadas... E encontrar o "meu grande amor", em uma ponte qualquer da vida.