sábado, 6 de outubro de 2012

Quanto tempo (tempo algum)

Mais de um ano depois e aqui estou, quase a mesma de sempre, quase aquela “garota” que tocava Raul e se lembrava das desventuras amorosas de uma adolescência nada comum. E cá pra nós, eu nunca gostei muito do “comum”, o normal me cansa, me chateia.

A vida vai seguindo, vai passando, vai mudando, mas a impressão que tenho é que pouca coisa não é mais como era antes. Falsa impressão, claro. Hoje eu sou um projeto de cada uma das minhas experiências, sou um experimento diário, cheio de planos para melhorar e se transformar em um belo “produto” da vida.

Esta vida que volta e meia me sacode e pergunta: “Por que?”

E nesse momento eu não sinto nada além de agonia. Uma tristeza vazia... uma falta de sentido. Olho envolta, tento pensar em coisas animadoras, pensar no futuro e fazer planos, pensar no presente e agir, mas nada faz esse momento ter sentido. E a única coisa que consigo responder é: “Não sei.”

Espero o momento passar, ele sempre passa. Quando passa volto a sorrir, a chorar, a cantar, a conviver, a ler, a ver, a amar... e a viver. E então, talvez vivendo, um dia eu tenha outra resposta para este “por que”. 

sábado, 28 de maio de 2011

O trem passou, será?!

A Hora do Trem Passar

G                        D/F#
Você tão calada e eu com medo de falar
Am                       F            D7
Já não sei se é hora de partir ou de chegar
G                         D/F#
Onde eu passo agora não consigo te encontrar
Am                        F           D7
Ou você já esteve aqui ou nunca vai estar
Em   G      D             C            Bm
Tudo já passou, o trem passou, o barco vai
Em     G      D                 C    A         D7
Isso é tão estranho que eu nem sei   como explicar
G                         D/F#
Diga, meu amor, pois eu preciso escolher
Am                      F          D
Apagar as luzes, ficar perto de você
G                  D/F#
Ou aproveitar a solidão do amanhecer
Am                         F          D
Prá ver tudo aquilo que eu tenho que saber
G  D  A  E  B F#  A  E
La la   la    la  la  la la

Raul Seixas


E tocando, bate uma nostalgia... Saudades, do que foi vivido e do que foi apenas idealizado. É quase um retorno àquela "Irrealidade". Afinal, algumas músicas têm a capacidade de ser atemporais, elas não marcam um período, uma época, uma pessoa, um momento, etc, pois desde a primeira vez que é ouvida, sente-se, antes de mais nada, uma saudade (do que foi, sem ser).

Já é hora de apagar as luzes... (Boa noite!)

sábado, 5 de março de 2011

Quase um ano...

Escrever, Humildade, Técnica


Clarice Lispector



Essa incapacidade de atingir, de entender, é que faz com que eu, por instinto de... de quê? procure um modo de falar que me leve mais depressa ao entendimento. Esse modo, esse "estilo" (!), já foi chamado de várias coisas, mas não do que realmente e apenas é: uma procura humilde. Nunca tive um só problema de expressão, meu problema é muito mais grave: é o de concepção. Quando falo em "humildade" refiro-me à humildade no sentido cristão (como ideal a poder ser alcançado ou não); refiro-me à humildade que vem da plena consciência de se ser realmente incapaz. E refiro-me à humildade como técnica. Virgem Maria, até eu mesma me assustei com minha falta de pudor; mas é que não é. Humildade com técnica é o seguinte: só se aproximando com humildade da coisa é que ela não escapa totalmente. Descobri este tipo de humildade, o que não deixa de ser uma forma engraçada de orgulho. Orgulho não é pecado, pelo menos não grave: orgulho é coisa infantil em que se cai como se cai em gulodice. Só que orgulho tem a enorme desvantagem de ser um erro grave, com todo o atraso que erro dá à vida, faz perder muito tempo.



Texto extraído do livro "A Descoberta do Mundo", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1999.

sábado, 27 de março de 2010

Crônica de uma caminhada

Hoje, sábado a tarde, depois de muita luta, vesti uma calça de aeróbica, um topper, um tênis e claro, uma blusa. Depois de vencer a resistência de toda a minha preguiça, peguei meu celular (que agora também toca música, hehehe), fiz um alongamento e enfim, fui fazer a caminhada que há algumas semanas já era pretendida... Lá fui eu.
No começo da caminhada eu quase sempre penso que será uma "longa caminhada", porém tenho sempre tanta esperança em relação as caminhadas, e quando ouvi as vozes tão sincronizadas de Simon e Garfunkel, vi a vida tão calma, tão linda, tudo era tão perfeito e sincronizado, a vida fazia sentido e era perfeita... até q passou um carro barulhento, depois me aproximei (não por vontade, mas por destino do caminho) de uma casa com um som gritando coisas obscenas... Talvez tudo isso faça parte da "perfeição" ne?!
E segui pensando... Fui percebendo o quanto gosto de caminhar, sinto-me útil, viva, sinto que posso mudar o mundo, que posso me "recuperar"... hehehe (eu sempre percebo tudo isso)
Corri um pouco, e durante a corrida, achei que os que me olhavam viam minhas bochechas pularem, que coisa estranha é correr e sentir elas subindo e descendo de acordo com meus passos. Fiquei vários minutos tentando recuperar todo o ar que eu tinha perdido durante a corrida de um minuto, será q foi tudo isso?! Só sei que perdi mais ou menos uns três dias de vida nesse minuto. E quando estava tentando me recuperar ainda, atravessando a ponte para o outro lado do rio (isso tem muita lógica), vi talvez o amor da minha vida... Ele estava todo de branco, short, camiseta, tênis e meia (que tinha um detalhe em outra cor). Ele estava com uma das pernas sobre o parapeito da ponte (se alongando), estava com a cabeça baixa e por alguns instantes tentou ver quem se aproximava (era eu... hehehe) e nesse instante, eu vi sua boca, sabe que cor era?! Era cor de amora...

"... vou pintar a minha boca, do vermelho da amora, que nasce lá no quintal, da casa onde você mora."

Passei por ele e olhei para trás, mas ele não olhou pra frente, só o vi cuspindo. Não fiquei com nojo, achei até charmoso aquele cuspe... hehehe Não ficou feio nele e olha que eu nem vi o seu rosto. Depois disso, fiquei pensando em escrever sobre a caminhada, achei interessante a caminhada, sempre acho, penso tanta coisa interessante, vejo tantas vidas... vejo tanta gente, como é bom observar as pessoas, às vezes saber que elas também nos observam...
E mais uma vez pensei:
"_ O amor da minha vida bem que podia vir correndo atrás de mim..." (sorriso) hehehe
Ele não correu atrás de mim e nem eu me dei ao luxo de olhar para trás e ver se ele estava vindo.
Talvez ele fosse o "amor da minha vida", de uma outra vida. Dessa já passou.

Trilha sonora da caminhada:

* Simon & Garfunkel (não lembro a música, mas acho que foi Wednesday Morning, 3 A.M.);
* Vanessa da Mata (Amado);
* Marisa Monte (Pétalas Esquecidas);
* Maria Rita (Novo Amor);
* Los Hermanos (Último Romance, O Velho e o Moço);
* Rita Lee (Michelle [Beatles]);
* Beirut (A Sunday Smile, e talvez mais uma que não me lembro no momento);
* Jason Mraz (I'm Yours);
* The Libertines (Music When The Lights Go Out);
* Beatles (Blue Jay Way); (essa última aqui um tanto quanto inquietante).

Ps.: Talves tenha tido uma ou outra que eu tenha esquecido.
Ps¹.: As músicas sempre me fazem pensar um monte de coisas, lembrar e esquecer.
Ps².: Foi bom ouvir "O Velho e o Moço".
Ps³.: Espero em breve fazer outras caminhadas... E encontrar o "meu grande amor", em uma ponte qualquer da vida.



domingo, 4 de outubro de 2009

Uma parte do Nada.

Nossa... como estou triste... só, cada vez mais só.
Eu sempre quis ter consciencia da solidão, saber viver (conviver) com ela... Por fim, acabei ficando só e aqui estou eu, só.
Um amigo meu morreu ontem. A morte... muita solidão... deve ter mais solidão do que a vida ne?! Não terá minha mãe nem meu pai nem meu sobrinho e nem minhas irmãs e eu estarei mais só do que hoje...
"Deixar de viver com medo de sofrer"... ou "deixar de viver para apenas sofrer"...
Hj eu ouço música e leio para sentir o que não sinto vivendo... (ou tentando aprender a viver)

Hoje tive uma briga... e mais uma vez estive só... "errada" e sem ninguém ao meu lado.
Sabe qnd vc não se sente parte de nada?! Essa sou eu... uma parte do nada.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

...

Fernando Pessoa

Ao Longe, ao Luar

Ao longe, ao luar,
No rio uma vela,
Serena a passar,
Que é que me revela?

Não sei, mas meu ser
Tornou-se me estranho,
E eu sonho sem ver
Os sonhos que tenho.

Que angústia me enlaça?
Que amor não se explica?
É a vela que passa
Na noite que fica.

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Dorme sobre o meu seio

Dorme sobre o meu seio,
Sonhando de sonhar...
No teu olhar eu leio
Um lúbrico vagar.
Dorme no sonho de existir
E na ilusão de amar.

Tudo é nada, e tudo
Um sonho finge ser.
O espaço negro é mudo.
Dorme, e , ao adormecer,
Saibas do coração sorrir
Sorrisos de esquecer.

Dorme sobre o meu seio,
Sem mágoa nem amor...
No teu olhar eu leio
O íntimo torpor
De quem conhece o nada-ser
De vida e gozo e dor.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sobre minha cara



Le Fantôme diz:
hunf... mas é muito sei lá.. triste.
Le Fantôme diz:
;/
Le Fantôme diz:
é triste não parecer 'feliz'
Le Fantôme diz:
;/
Le Fantôme diz:
ou sei lá.. parecer q só tem tristezas
Le Fantôme diz:
hunf...
Le Fantôme diz:
é pq as vezes comparo meu blog ao blog de alguns "amigos"
Le Fantôme diz:
uma prima, um primo, uma irmã e uma amiga comum
Le Fantôme diz:
todos têm suas tristezas, mas falam de coisas "engraçadas" tb...
Le Fantôme diz:
é.. analisando agora q te falo, eles "se parecem"... hunf
Le Fantôme diz:
aquele texto q eu fiz do "sim, só" eu falava disso de outra forma
Le Fantôme diz:
eu não me sinto parte deles...
Le Fantôme diz:
eu não me sinto "nós"
Le Fantôme diz:
eu me sinto "só".
Le Fantôme diz:
não é q me condeno por ser assim... mas não vou negar q as vezes minha auto-estima vai lá embaixo, pq as vezes, eu queria ser como eles... mais pelo fato deles se sentirem "nós"...
Le Fantôme diz:
e se não se sentirem "nós", qnd se setem "só" não ficam tristes por isso
Le Fantôme diz:
eu me aceito...
Le Fantôme diz:
tenho uma relação tão estranha comigo... mas uma relação boa
Le Fantôme diz:
estranha pq eu não sei se sou uma amiga ou se sou eu, se sou duas...
Le Fantôme diz:
sou minha melhor amiga.
Le Fantôme diz:
e as vezes me separo de mim, para ser essa melhor amiga
Le Fantôme diz:
para poder me dar "boas opinões".
Le Fantôme diz:
hehehehe
Le Fantôme diz:
isso é o cúmulo da solidão...
Russo Exilado diz:
^o)
Russo Exilado diz:
será q vc tem realmente sido a "melhor amiga" da ... ou apenas quem passa mais tempo com ela?


...